O SAAL

O “Processo” – como era assim chamado – iniciava-se com a organização da vontade popular através de núcleos associativos que manifestavam a intenção de participar no SAAL. Os residentes escolhiam os seus representantes nas “brigadas”, grupos de trabalho que integravam técnicos sociais, engenheiros, arquitectos e populares das zonas de intervenção. O seu objectivo era efectuar o levantamento das necessidades no terreno e concretizar as soluções necessárias para resolver os problemas identificados ao nível do alojamento.

Simultaneamente, ao longo da sua existência fugaz, o SAAL catalisou diversas experiências de participação e activismo comunitário, dinamizadas a partir dos processos de realojamento, integrando aspectos culturais, económicos e políticos.

O impacto deste programa foi de tal forma abrangente que o movimento popular organizado que se gerou em todo o país – bem como a vaga de “expropriações” entretanto identificadas como necessárias para a prossecução dos diferentes projectos – tornou-se uma “ameaça” que o poder político acabou por desmantelar.

BIBLIOGRAFIA
O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974

José António Bandeirinha, Imprensa da Un. Coimbra (2007)

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